Será que escolhi certo?
9 de Outubro de 2008 @ 16:34 - adminArquivado sob Geral | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Será que escolhi certo?
Quando éramos criança, as pessoas costumavam nos perguntar: “O que você quer ser quando crescer?”. Nós respondíamos, “Professora, Médico, Bombeiro, Policial etc”. Geralmente escolhíamos pela admiração por alguém, com o propósito em questão ou porque era a profissão de nossos pais ou a de pessoas próximas de quem gostávamos.
Pois é, crescemos e as coisas não mudaram muito, continuamos escolhendo por uma admiração, mas agora estética. Nada condenável. De fato, devemos ter uma admiração pela profissão, mas devemos tomar muito cuidado para não confundirmos essa admiração, por ter prazer em exercer o que a profissão oferece. Por exemplo, vejo aquele advogado, muito bem vestido, sempre muito bem preparado em seus fundamentos e suas opiniões, transbordando segurança e autoconfiança; passo, então, a admirar aquele estereótipo, fazendo a minha projeção naquele personagem. Mas é importante levar em conta as funções que essa atividade oferece e ver se estão de acordo com meus interesses e aptidões.
Não ter aptidão para determinada função não significa que tenho que abrir mão da área desejada, e sim, ter consciência de que precisarei ter um esforço a mais para atingir meus objetivos.
Acredito que a escolha da profissão é um dos momentos mais difíceis, se não o mais difícil que o jovem deve passar, é o momento em que ele irá definir o que realmente quer para a sua vida, o que ele irá fazer dali em diante.
Muitos ainda não se sentem preparados para essa escolha, até porque ela irá desvendá-lo, assumindo quem realmente são e seus interesses. Ele ainda não está seguro. Afinal, o resultado disso tudo é a própria antecipação de seu futuro, pois “somos produtos de nossas escolhas”.
Outros já se sentem preparados para a escolha e encontram-se direcionados para determinadas áreas, mas ainda assim, ter que assumir essa escolha continua sendo difícil, pois ela vem com um emaranhado de responsabilidades e questionamentos. Será que escolhi certo?
Sabemos que cada pessoa possui um conjunto enorme e variado de características e habilidades que podem ajustar-se igualmente a várias profissões. Portanto, o jovem não precisa se preocupar em descobrir qual é a “única” profissão adequada para ele. O que se deve fazer é realizar várias escolhas apropriadas.
Não existe escolha certa ou errada, e sim, interesse pela área e dedicação para que se tenha sucesso.
Dessa forma, você deve fazer uma boa pesquisa sobre o mundo das profissões e o que elas têm para oferecer-lhe. A partir daí, haverá uma identificação entre você e a profissão. A escolha virá de uma forma tranqüila e segura, com a sensação de dever cumprido.
Ilana A. Donato
Depto. De Orientação Profissional do Colégio Objetivo-Baixada
Aonde você passou suas férias?
9 de Outubro de 2008 @ 16:33 - adminArquivado sob Geral | 1 Comentário | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Bruna Sion
Departamento de Comunicação
Um mês de brincadeiras, viagens, tardes com pipoca. Para alguns é o momento de união, para outros de descanso. Há os pais que tiram férias junto com as crianças, outros que apesar dessa impossibilidade tentam unir trabalho à diversão. O que importa, no final das contas, é que o mês de férias deixa saudades na escola, mas proporciona momentos inesquecíveis aos estudantes.
Porém, apesar de toda essa descontração, a volta às aulas também é um momento mágico. Com atividades especiais de boas-vindas, o retorno é marcado por novas amizades, fortalecimento das antigas, além de diferentes experiências em sala de aula e fora dela.
Se o lado gostoso está sempre presente nas atividades do Objetivo, há também a preocupação com as notas, principalmente dos alunos maiores. Segundo a coordenadora pedagógica Lucia Dondon, esta fase é a ideal para reavaliar o que não estava certo e assim, corrigir erros. “Quem está apresentando baixo rendimento, tem agora o momento para voltar com força total e recuperar as notas”.
Para os pais fica a saudade da casa cheia o dia inteiro, das brincadeiras e da saudável bagunça em tempo integral. Mas, a coordenadora acredita que eles também podem participar deste retorno. “Aproveitem este momento especial para estruturar laços de confiança em relação à criança e com a escola, se mantendo envolvido em todo o processo, incentivando a interação com os amigos e professores”, conclui.
Agora nos diga, aonde você passou suas férias? Esperamos respostas nos “comentários”. Divulgaremos no próximo texto. Até lá!
O verdadeiro papel dos pais em tempos de crise
9 de Outubro de 2008 @ 16:32 - adminArquivado sob Geral | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
O papel da família deve ser enfatizado como gerador da ética. A ela caberá, mais e mais, a cada dia que passa, a enorme responsabilidade de arcar com esta árdua, porém essencial, tarefa social.
Diariamente em cada família, em cada casa, mais e mais pessoas questionam a validade de lutar por certos objetivos que, há bem pouco tempo, jamais eram questionados. A que objetivos nos referimos? Exatamente àqueles que, no seu conjunto, irão constituir a gênese da ética, a base moral dos nossos filhos.
Na maioria das vezes os pais agem movidos pelo mais legítimo e verdadeiro desejo de acertar, de dar aos filhos o que de melhor eles têm. Nem sempre, porém, o conseguem. Tomemos, por exemplo, a situação vivida atualmente pelos brasileiros.
Como se sentem os pais vendo tudo a sua volta desmoronar?
Se grande parte de nossos dirigentes mostra-se cada vez mais corrompida e corruptível, se o valor maior que parece imperar é apenas o de acumular mais e mais bens materiais, se a impunidade campeia, se o justo paga pelo pecador, se a lei parece proteger os que a violam, se a honestidade é premiada com o desprezo e a desconfiança pensam os pais, como transmitir os velhos valores aos filhos? E para quê, se perguntam.
Quantas vezes por dia vemos a falta de civilidade e de respeito ocorrerem?
Nas praias, praças e jardins, os jogos de bola (vôlei, frescobol, futebol), tão saudáveis, transformaram-se, ocupando mais e mais espaço dos que ali estão e ameaçando-lhes a segurança física.
No trânsito – nem é bom falar – vivemos um permanente bangue-bangue: tiros são disparados contra pessoas, por simples desentendimentos ou “fechadas”.
Frente a tudo isso, os pais, repentinamente, sentem-se receosos e inseguros. Os próprios filhos são os primeiros a questionar: “Só você é que faz assim!”; “os pais da fulana deixam…”; “ah, todo mundo faz!”; “você é quadrado”; “você já era…”; “por que eu não posso, se todo mundo vai?” Junte-se a isso a influência extremamente forte dos meios de comunicação de massa, incentivando o consumismo e a adoção de valores materiais e imediatistas, e poderemos, sem dificuldade alguma, compreender a situação em que se encontram os pais. Preocupados em garantir um futuro para os filhos, defrontam-se com um contexto que os leva a questionar valores até então incorporados e transmitidos geração após geração, quase automaticamente. “Será que meu filho não vai ser “o bobão” do grupo?” “Será que estou dando a ele o instrumental correto para viver nesse tipo de sociedade?”
Perseguidos por essa nova onda de insegurança, os pais começam a deixar as coisas correrem “mais frouxas”, digamos assim. Não sabem se têm direito de negar algo que têm condição financeira de dar. Alguns até se endividam para atender àquilo que, erroneamente, hoje muitos dizem ser “direito dos filhos”. É direito dos pais – e não dos filhos – decidirem se querem ou não dar determinados luxos ou benesses aos filhos. É especialmente necessário que os pais analisem se é benefício dar aos filhos tudo o que eles pedem.
Se a criança senta no sofá e deixa a vovó de pé, não é repreendida por isto. Se o menino empurra o coleguinha no jogo de futebol para conseguir mais um ponto para a sua equipe, o pai, por vezes, até incentiva uma atitude “esperta”, com medo de negar o que parece ser uma coisa “normal” hoje.
Com esse tipo de visão, com esse medo subjacente na cabeça, os pais deixam de lado, muitas vezes, também as atitudes disciplinadoras, contaminados pela idéia de que “disciplinar” é coisa relacionada ao autoritarismo das velhas gerações. Realmente não cabem na época atual atitudes autoritárias ou antidemocráticas. Mas, convém distinguir as duas coisas.
Disciplinar os filhos, desde que se aja dentro de princípios de respeito, justiça e equilíbrio e visando à socialização das novas gerações, nada tem de antiquado ou até antiliberal. Uma criança que insiste, por exemplo, em ficar até as quatro da manhã na Internet e depois permanece dormindo até as duas da tarde precisa da orientação dos pais e do estabelecimento de limites. Sim, é um “barato” a Internet! Mas não para que se troque o dia pela noite, prejudicando o próprio desenvolvimento.
Por que não estabelecer um horário-limite?
Conversando com os filhos, pode-se chegar a acordos e, definidos estes, zelar para que sejam cumpridos. Disciplinar é apenas isto: criar regras adequadas e equilibradas de vida e zelar pelo seu cumprimento. Aliás, é até um dever dos pais, não apenas um direito.
A ação disciplinadora, efetivada dentro de um contexto de diálogo, segurança e justiça, colabora enormemente para o estabelecimento de padrões éticos de conduta. É através de normas de disciplina que a criança aprende a ter tolerância à frustração, persistência e autocontrole, qualidades essenciais ao fortalecimento do equilíbrio emocional.
Se, ao contrário não o fazemos, se deixamos tudo ao “deus-dará”, se pautamos nossas ações meramente pelo que vemos ocorrer à nossa volta, é desta forma também que as crianças das novas gerações perceberão o mundo: com uma lei para os outros e outra, bem diferente, para si. E será dessa forma que elas irão tratar a coisa pública, a sociedade e os seus semelhantes.
O mundo que estamos construindo será constituído de indivíduos mais ou menos semelhantes àqueles que estamos criando dentro de nossos lares. Portanto, é bom não pensarmos somente no prazer imediato de nossos filhos, e, abandonando uma postura excessivamente psicologizante, adotarmos uma postura sociológica, pensando no global da sociedade.
Se nossos propósitos são de proteção aos nossos filhos, não esperemos que, primeiro, nossos vizinhos, amigos e parentes comecem a agir eticamente, para, só então, o fazermos também. A ação ética é uma decisão de foro íntimo, não carece de aprovação dos demais. Quando acreditamos de fato nos nossos valores, não precisamos, nem queremos aprovação nem o reconhecimento alheios. Eles passam a fazer parte de nós mesmos, constituem o nosso próprio ser, e todas as nossas ações decorrem de e para eles.
Texto adaptado
“Os Direitos dos Pais”
Tânia Zagury / abril/05
Falando aos Pais sobre Adaptação
9 de Outubro de 2008 @ 16:31 - adminArquivado sob Geral | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Dúvidas e sugestões de assuntos para: educandocriancas@objetivobaixada.com.br
E AGORA? MEU FILHO VAI PARA A ESCOLA.
COMO DEVO AGIR?”
Nosso objetivo nesse momento é informá-los sobre alguns aspectos que facilitarão a atuação junto ao seu (sua) filho(a) e à escola, em relação à adaptação.
A adaptação é um período necessário para a criança conhecer o ambiente escolar e aceitá-lo de maneira prazerosa. Pode ser mais longa ou mais breve, mas todas as crianças passam por este processo.
O QUE AS CRIANÇAS PENSAM?
No primeiro momento, tudo para criança é desconhecido e vir para escola pode significar separar-se das pessoas com quem se sente segura, num ambiente que já lhe é familiar.
Nessa fase de adaptação é comum a criança apresentar mudança de comportamento, como por exemplo: agressividade, “regressão”, dependência, falta de apetite e outros.
Essas mudanças serão trabalhadas e desaparecerão a partir do momento em que a criança sentir-se mais segura.
DICAS
Durante esse período, aconselhamos que a rotina de casa não seja alterada, como por exemplo: mudar a criança de quarto, tirar a chupeta/ fraldas, alterar o horário de refeição etc.
POR QUE ALGUMAS CRIANÇAS MORDEM?
Nessa fase também a criança testa os limites do corpo, começando a reconhecer onde o dela acaba e começa o do outro. E os dentes, que estão nascendo, ganham destaque.
Sigmund Freud (1856-1939) fundador da psicanálise, definiu como fase oral o período em que a criança sente necessidade de levar à boca tudo o que estiver ao seu alcance, pois o prazer viral está ligado à nutrição. Assim, ela experimenta o mundo e não compreende que a mordida causa dor. A consciência do fato só surge a partir dos 3 anos, quando há compreensão de que essa é uma forma de agredir o colega.
HÁ OUTROS MOTIVOS?
Outra razão é necessidade de comunicação. Os pequenos não dominam a linguagem verbal e utilizam esse fato para expressar descontentamento, desconforto ou insegurança, disputar a atenção dos pais com os amigos. Amor e carinho também podem se manifestar com uma mordida. Como o bebê usa os dentes como recurso de expressão, ele não pode ser rotulado. Além da descoberta do corpo, essa fase é da construção de identidade. Quando é estigmatizado como o agressor da turma, ele pode apresentar dificuldade em se desvincular desse papel e de desempenhar outro. “Podem ocorrer dificuldades de relacionamento e o que seria uma fase transitória se cristaliza em comportamental permanente”.
OUTRAS DICAS
É importante conversar sobre a escola de maneira tranqüila, tentando não demonstrar ansiedade. Procurem ouvi-lo(a) mais do que lhe fazerem perguntas. Demonstrem interesse pelo o que a criança está falando (mesmo que seja uma fala breve), firmeza e segurança ao deixá-lo(a) na escola e garantam que virão buscá-lo(a) ao final do período.
Algumas recaídas são esperadas após algum tempo de aula. Seu(sua) filho(a) poderá entrar bem e não chorar, mas depois de alguns dias, poderá não querer entrar mais, pois a curiosidade inicial foi saciada e começa a sentir de maneira mais intensa a separação dos pais. É importante que continuem demonstrando firmeza e segurança.
Favorecer o desenvolvimento da autonomia e responsabilidade em relação aos seus pertences também é importante para o desenvolvimento da criança e para a sua auto- estima, deixando-o carregar e cuidar da sua mochila e lancheira, incentivando(a) a guardá-los no local combinado, quando chegar na classe ou em casa.
E PARA TERMINAR ….
Busquem orientações com os profissionais da escola, sempre que sentirem necessidade.
Estaremos à disposição para trocar idéia e esclarecimentos, visando o bem – estar de todos os NOSSOS ALUNOS.
Contem conosco!!!
Claudia Cafarella
Coordenadora Geral Educação Infantil e Ensino Fundamental I
Centro Educacional Objetivo
O verdadeiro papel dos pais em tempos de crise
27 de Maio de 2008 @ 14:41 - adminArquivado sob Geral | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
O papel da família deve ser enfatizado como gerador da ética. A ela caberá, mais e mais, a cada dia que passa, a enorme responsabilidade de arcar com esta árdua, porém essencial, tarefa social.
Diariamente em cada família, em cada casa, mais e mais pessoas questionam a validade de lutar por certos objetivos que, há bem pouco tempo, jamais eram questionados. A que objetivos nos referimos? Exatamente àqueles que, no seu conjunto, irão constituir a gênese da ética, a base moral dos nossos filhos.
Na maioria das vezes os pais agem movidos pelo mais legítimo e verdadeiro desejo de acertar, de dar aos filhos o que de melhor eles têm. Nem sempre, porém, o conseguem. Tomemos, por exemplo, a situação vivida atualmente pelos brasileiros.
Como se sentem os pais vendo tudo a sua volta desmoronar?
Se grande parte de nossos dirigentes mostra-se cada vez mais corrompida e corruptível, se o valor maior que parece imperar é apenas o de acumular mais e mais bens materiais, se a impunidade campeia, se o justo paga pelo pecador, se a lei parece proteger os que a violam, se a honestidade é premiada com o desprezo e a desconfiança pensam os pais, como transmitir os velhos valores aos filhos? E para quê, se perguntam.
Quantas vezes por dia vemos a falta de civilidade e de respeito ocorrerem?
Nas praias, praças e jardins, os jogos de bola (vôlei, frescobol, futebol), tão saudáveis, transformaram-se, ocupando mais e mais espaço dos que ali estão e ameaçando-lhes a segurança física.
No trânsito – nem é bom falar – vivemos um permanente bangue-bangue: tiros são disparados contra pessoas, por simples desentendimentos ou “fechadas”.
Frente a tudo isso, os pais, repentinamente, sentem-se receosos e inseguros. Os próprios filhos são os primeiros a questionar: “Só você é que faz assim!”; “os pais da fulana deixam…”; “ah, todo mundo faz!”; “você é quadrado”; “você já era…”; “por que eu não posso, se todo mundo vai?” Junte-se a isso a influência extremamente forte dos meios de comunicação de massa, incentivando o consumismo e a adoção de valores materiais e imediatistas, e poderemos, sem dificuldade alguma, compreender a situação em que se encontram os pais. Preocupados em garantir um futuro para os filhos, defrontam-se com um contexto que os leva a questionar valores até então incorporados e transmitidos geração após geração, quase automaticamente. “Será que meu filho não vai ser “o bobão” do grupo?” “Será que estou dando a ele o instrumental correto para viver nesse tipo de sociedade?”
Perseguidos por essa nova onda de insegurança, os pais começam a deixar as coisas correrem “mais frouxas”, digamos assim. Não sabem se têm direito de negar algo que têm condição financeira de dar. Alguns até se endividam para atender àquilo que, erroneamente, hoje muitos dizem ser “direito dos filhos”. É direito dos pais – e não dos filhos – decidirem se querem ou não dar determinados luxos ou benesses aos filhos. É especialmente necessário que os pais analisem se é benefício dar aos filhos tudo o que eles pedem.
Se a criança senta no sofá e deixa a vovó de pé, não é repreendida por isto. Se o menino empurra o coleguinha no jogo de futebol para conseguir mais um ponto para a sua equipe, o pai, por vezes, até incentiva uma atitude “esperta”, com medo de negar o que parece ser uma coisa “normal” hoje.
Com esse tipo de visão, com esse medo subjacente na cabeça, os pais deixam de lado, muitas vezes, também as atitudes disciplinadoras, contaminados pela idéia de que “disciplinar” é coisa relacionada ao autoritarismo das velhas gerações. Realmente não cabem na época atual atitudes autoritárias ou antidemocráticas. Mas, convém distinguir as duas coisas.
Disciplinar os filhos, desde que se aja dentro de princípios de respeito, justiça e equilíbrio e visando à socialização das novas gerações, nada tem de antiquado ou até antiliberal. Uma criança que insiste, por exemplo, em ficar até as quatro da manhã na Internet e depois permanece dormindo até as duas da tarde precisa da orientação dos pais e do estabelecimento de limites. Sim, é um “barato” a Internet! Mas não para que se troque o dia pela noite, prejudicando o próprio desenvolvimento.
Por que não estabelecer um horário-limite?
Conversando com os filhos, pode-se chegar a acordos e, definidos estes, zelar para que sejam cumpridos. Disciplinar é apenas isto: criar regras adequadas e equilibradas de vida e zelar pelo seu cumprimento. Aliás, é até um dever dos pais, não apenas um direito.
A ação disciplinadora, efetivada dentro de um contexto de diálogo, segurança e justiça, colabora enormemente para o estabelecimento de padrões éticos de conduta. É através de normas de disciplina que a criança aprende a ter tolerância à frustração, persistência e autocontrole, qualidades essenciais ao fortalecimento do equilíbrio emocional.
Se, ao contrário não o fazemos, se deixamos tudo ao “deus-dará”, se pautamos nossas ações meramente pelo que vemos ocorrer à nossa volta, é desta forma também que as crianças das novas gerações perceberão o mundo: com uma lei para os outros e outra, bem diferente, para si. E será dessa forma que elas irão tratar a coisa pública, a sociedade e os seus semelhantes.
O mundo que estamos construindo será constituído de indivíduos mais ou menos semelhantes àqueles que estamos criando dentro de nossos lares. Portanto, é bom não pensarmos somente no prazer imediato de nossos filhos, e, abandonando uma postura excessivamente psicologizante, adotarmos uma postura sociológica, pensando no global da sociedade.
Se nossos propósitos são de proteção aos nossos filhos, não esperemos que, primeiro, nossos vizinhos, amigos e parentes comecem a agir eticamente, para, só então, o fazermos também. A ação ética é uma decisão de foro íntimo, não carece de aprovação dos demais. Quando acreditamos de fato nos nossos valores, não precisamos, nem queremos aprovação nem o reconhecimento alheios. Eles passam a fazer parte de nós mesmos, constituem o nosso próprio ser, e todas as nossas ações decorrem de e para eles.
Texto adaptado
“Os Direitos dos Pais”
Tânia Zagury / abril/05
Falando aos Pais sobre Adaptação
27 de Maio de 2008 @ 14:41 - adminArquivado sob Geral | 1 Comentário | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Dúvidas e sugestões de assuntos para: educandocriancas@objetivobaixada.com.br
E AGORA? MEU FILHO VAI PARA A ESCOLA.
COMO DEVO AGIR?”
Nosso objetivo nesse momento é informá-los sobre alguns aspectos que facilitarão a atuação junto ao seu (sua) filho(a) e à escola, em relação à adaptação.
A adaptação é um período necessário para a criança conhecer o ambiente escolar e aceitá-lo de maneira prazerosa. Pode ser mais longa ou mais breve, mas todas as crianças passam por este processo.
O QUE AS CRIANÇAS PENSAM?
No primeiro momento, tudo para criança é desconhecido e vir para escola pode significar separar-se das pessoas com quem se sente segura, num ambiente que já lhe é familiar.
Nessa fase de adaptação é comum a criança apresentar mudança de comportamento, como por exemplo: agressividade, “regressão”, dependência, falta de apetite e outros.
Essas mudanças serão trabalhadas e desaparecerão a partir do momento em que a criança sentir-se mais segura.
DICAS
Durante esse período, aconselhamos que a rotina de casa não seja alterada, como por exemplo: mudar a criança de quarto, tirar a chupeta/ fraldas, alterar o horário de refeição etc.
POR QUE ALGUMAS CRIANÇAS MORDEM?
Nessa fase também a criança testa os limites do corpo, começando a reconhecer onde o dela acaba e começa o do outro. E os dentes, que estão nascendo, ganham destaque.
Sigmund Freud (1856-1939) fundador da psicanálise, definiu como fase oral o período em que a criança sente necessidade de levar à boca tudo o que estiver ao seu alcance, pois o prazer viral está ligado à nutrição. Assim, ela experimenta o mundo e não compreende que a mordida causa dor. A consciência do fato só surge a partir dos 3 anos, quando há compreensão de que essa é uma forma de agredir o colega.
HÁ OUTROS MOTIVOS?
Outra razão é necessidade de comunicação. Os pequenos não dominam a linguagem verbal e utilizam esse fato para expressar descontentamento, desconforto ou insegurança, disputar a atenção dos pais com os amigos. Amor e carinho também podem se manifestar com uma mordida. Como o bebê usa os dentes como recurso de expressão, ele não pode ser rotulado. Além da descoberta do corpo, essa fase é da construção de identidade. Quando é estigmatizado como o agressor da turma, ele pode apresentar dificuldade em se desvincular desse papel e de desempenhar outro. “Podem ocorrer dificuldades de relacionamento e o que seria uma fase transitória se cristaliza em comportamental permanente”.
OUTRAS DICAS
É importante conversar sobre a escola de maneira tranqüila, tentando não demonstrar ansiedade. Procurem ouvi-lo(a) mais do que lhe fazerem perguntas. Demonstrem interesse pelo o que a criança está falando (mesmo que seja uma fala breve), firmeza e segurança ao deixá-lo(a) na escola e garantam que virão buscá-lo(a) ao final do período.
Algumas recaídas são esperadas após algum tempo de aula. Seu(sua) filho(a) poderá entrar bem e não chorar, mas depois de alguns dias, poderá não querer entrar mais, pois a curiosidade inicial foi saciada e começa a sentir de maneira mais intensa a separação dos pais. É importante que continuem demonstrando firmeza e segurança.
Favorecer o desenvolvimento da autonomia e responsabilidade em relação aos seus pertences também é importante para o desenvolvimento da criança e para a sua auto- estima, deixando-o carregar e cuidar da sua mochila e lancheira, incentivando(a) a guardá-los no local combinado, quando chegar na classe ou em casa.
E PARA TERMINAR ….
Busquem orientações com os profissionais da escola, sempre que sentirem necessidade.
Estaremos à disposição para trocar idéia e esclarecimentos, visando o bem – estar de todos os NOSSOS ALUNOS.
Contem conosco!!!
Claudia Cafarella
Coordenadora Geral Educação Infantil e Ensino Fundamental I
Centro Educacional Objetivo
Centro Educacional Objetivo | http://blog.objetivo-sjc.com.br