RELAÇÃO FILIAL - LIMITES

27 de Outubro de 2008 @ 16:40 - admin
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Foi escrito por uma cantora espanhola, de Madri, a respeito do trato com os filhos nos dias atuais.

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos progenitores.

E com o esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas, por outro lado, os mais tolos e inseguros que já houve na história.

O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas”, ousadas, agressivas e poderosas do que nunca.

Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro.

Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos…

Os últimos que tivemos medo dos pais e os primeiros que tememos os filhos.

Os últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.

E, o que é pior, os últimos que respeitamos nossos pais e os primeiros que aceitamos (às vezes sem escolha…) que nossos filhos nos faltem com o respeito.

À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal.

Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam a suas ordens e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais.

Mas, à medida que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram-se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco os respeitem.

E são os filhos quem, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E, além disso, que os patrocinem no que necessitarem para tal fim.

Quer dizer; os papéis se inverteram, e agora são os pais quem têm que agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado.

Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para ser os melhores amigos e “dar tudo” a seus filhos.

Dizem que os extremos se atraem.

Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais, a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo ao nos ver tão débeis e perdidos como eles.

Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter, e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão.

Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.

Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, carregando-os e rendidos à sua vontade.

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio nos quais está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.

Os LIMITES abrigam o indivíduo. Com amor ilimitado e profundo respeito.

Monica Monastério (Madrid-España)

Relação entre Pais e Filhos.

Para que nossa geração de pais confusos reflita um pouco…

E talvez mudem sua maneira de lidar com o tema, antes que o barco aderne.
O caso é bem esse. Só observar, antes de se defender.

1 Comentário »

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  1. Concordo com a autora.
    Sou um dos filhos dessa geração, em que os filhos não respeitavam os pais, tinhamos medo. Bastava um olhar, pronto, sabíamos o que podia ou não fazer.A chibata era instrumento de educação. Jurei pra mim mesmo, que mudaria isso.
    Hoje tenho 02 filhos. Uma garota de 09 anos, que estuda neste colégio, e um bebê de 08 meses. Acredito que consegui mudar a estória.
    Isadora Stella, com apenas meu olhar, sabe o que é certo ou errado, o que pode/deve fazer ou não. Só que, com respeito e amor. Ensinei isso a ela. Temos diálogo e brincadeiras em casa. Respeitamos um ao outro, só que cada um em seu posto. Pai e filha.
    Acredito que estou cumprido o que jurei.
    Ela é uma criança, que até hoje, só me deu alegrias, elogios recebidos de todos, inclusive da escola. Pretendo fazer o mesmo com Diogo.
    Vindo de uma criaçao rígida, e carente, aprendi que educação, respeito e aprendizado, não precisam de rédeas soltas.
    Torço para que um dia, todos nós pais, tenhamos orgulho de uma sociedade que estamos ajudando a construir.

    Comentário de Flávio José — 16 de Janeiro de 2009 #

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